ENTREVISTAS E REPORTAGENS DO RUGBY CLUBE DE OEIRAS

04 Novembro 2008

Entrevista com Pedro Correia

Nome: Pedro José Bouçoinha Nascimento Correia

Idade: 32

Profissão: Supervisor de Operações – Navegação

Posição no Rugby: Pilar

Anos de Rugby: 8 épocas, com alguns anos de interrupção pelo meio

Prato Favorito: diria o ‘prato cheio’ mas de entre muito, e sem desprestigio para os outros … Bacalhau à Brás.

Livro Favorito: a trilogia do Senhor dos Anéis

Filme Favorito: ... que associo ao rugby ... Braveheart

Musica Favorita: … que associo ao rugby … Eye of the Tiger

Hobbies: … e tempo? Cinema, mas pouco …

Com que idade começaste a jogar rugby?
20 Anos

Onde?
Na equipa da minha faculdade, a FCUL – Faculdade Ciências da Universidade de Lisboa





















Em que posições já jogaste?
Pilar, Talonador e Asa (estou certo que um dos mais lentos de sempre).

Qual a posição em que mais gostas de jogar?
Pilar
Na tua opinião, quais são as principais características que um Pilar tem que ter?
Tem que ser humilde, duro e ter espírito de sacrifício

O que te levou a praticar esta modalidade?
Sem duvida que as transmissões do torneio das 5 nações na RTP2 durante a minha infância. Fiquei com a ideia de que era uma modalidade onde todos podem ter um papel importante, independentemente de serem altos ou baixos, gordos ou magros, rápidos ou mais lentos e que exigia muito espírito de grupo e de sacrifício. Quando na faculdade surgiu a oportunidade de experimentar e gostei … até hoje … e estou certo que para sempre.

O que é o rugby para ti, e o que mais gostas nesta modalidade?
O rugby é uma enorme escola de vida. Apesar de ter começado a jogar tarde, estou certo que ainda fui a tempo de aprender muitas coisas e de melhorar como pessoa. Alguns dos meus melhores amigos, conheci-os no rugby e tenho a certeza que por muitas voltas que a vida dá, serão sempre.
O espírito de grupo que se cria neste desporto é espectacular. Não somos nada sem a nossa equipa, somos como uma família, dependemos uns dos outros. Por pequena que seja a nossa contribuição, todos somos importantes.














Como e quando é que chegaste ao RCO?
Estava a jogar no GS Carcavelos quando alguns dos meus colegas de equipa fizeram parte do grupo de fundou o RCO. Para mim foi um passo natural passar para o clube, a secção do Carcavelos acabou no final dessa época e a minha ‘família’ do rugby estava no RCO.
Cheguei ao RCO em 2001, logo desde o início do clube, como jogador participei nos primeiros treinos na Lage, mas depois, parti um dedo e não mais voltei a treinar nessa época. Entretanto casei, fiz mais uma tentativa de voltar a meio da época de 2002/03, mas apenas consegui fazer dois jogos, dos quais não sai do banco. Voltei a abandonar o rugby como jogador por não conseguir conciliar com o trabalho, estudo e vida familiar. Continuei a acompanhar o clube como sócio e adepto. Como jogador voltei em 2006, as saudades do rugby eram muitas, o ‘bichinho não parava de morder’. A minha estreia como jogador do RCO aconteceu finalmente em 21/01/2006 contra o R.C. Bairrada, quase 5 anos após o início do clube, é de certeza recorde, mas mostra como o rugby e um desporto diferente.

Qual o jogo que recordas como sendo o mais marcante na tua carreira no RCO?
Vou ter que mencionar dois:
- O primeiro, contra a Bairrada no EUL. Só joguei 10 minutos, mas foi o meu regresso após 5 anos sem jogar e a estreia no RCO. Para além disso o resultado estava 08-03 quando entrei e ficou 22-03. Não que eu tenha feito algo de espectacular, que não fiz, mas é sempre bom estar em campo quando isto acontece. A alegria é contagiante.
- O segundo, a deslocação a Famalicão em 2007. Éramos poucos, não éramos os melhores do clube e muitos jogaram fora das posições habituais, mas soubemos dignificar em campo o nome do RCO. Grande entrega de todos, deixamos em campo tudo o que tínhamos e vencemos.

Como vês este início de época do RCO e o que te fez voltar?
Tenho muita pena de que não tenha sido possível fazer a 1ª parte da época oficial. É a primeira vez desde a formação do clube que tal acontece. Mas acredito neste grupo que se está a formar. Ainda vai dar algumas alegrias ao clube esta época.
Eu decidi abandonar o rugby como jogador na época passada ainda antes do final da época. O cansaço vai acumulando-se e a corpo também já não responde da mesma maneira. Achei que estava na altura de parar. No entanto, quando soube que a continuidade do clube estava em causa, mostrei a minha disponibilidade para ajudar a que tal não acontecesse. Foi com alegria que me disseram que não era o único, éramos cerca de 18 atletas. Para mim eram 17 amigos que contavam comigo para continuar a fazer algo que gostam muito e que é importante nas suas vidas. Não fui capaz de dizer que não. Parece que afinal não éramos tantos, mas para compensar, temos um grupo de jovens atletas que se juntaram.
Tudo tenho feito para não defraudar as expectativas dos meus colegas, tenho treinado com regularidade e tenciono continuar.










Esta época, temos muitas caras novas na equipa, que mensagem queres transmitir a este grupo?
Neste momento, a única coisa que lhes posso transmitir é a alegria que tenho em jogar este jogo, a amizade e os valores que o mesmo transmite, e fazer com que se sintam integrados o mais depressa possível.

3 Aspectos fundamentais para melhorarmos como equipa?
Treinar, treinar e treinar … nos tempos livres podemos jogar e fazer umas 3ªs partes, tão importantes para o crescimento da amizade dentro do grupo.

Perguntas Rápidas:

Ídolo no rugby – Tomáz Morais

Referência no rugby – Bruno Conceição (Jogador do Benfica que foi meu treinador)

Marcar ensaio ou Assistir para ensaio – Assistir

XV ou 7´s – XV

7´s ou Beach – Beach

Melhor Jogador de Sempre do RCO – Beja pela entrega e determinação; e o Marvão pela visão de jogo

Melhor Colega de Sempre do RCO – Zé Gouveia pela amizade adquirida em campo ao longo destes anos e pelo seu companheirismo

“Personagem” ou Pessoa diferente de Sempre do RCO – O Tony penso que tem o potencial para ser o maior cromo de sempre do RCO, mas a concorrência é sempre muito forte todos os anos

Quais julgas serem os principais objectivos da equipa para esta época?
O principal objectivo é o de formar um grupo de cerca de 25/30 atletas que treinem com regularidade e que consigam fazer os jogos oficiais da 2ª parte da época. Estou certo que se assim o fizermos, vamos evoluir imenso e no final da época vamos estar com um grande sorriso por fazer aquilo que tanto gostamos, jogar rugby com a nossa equipa, com os nossos amigos.
O que se consegue com sacrifício tem muito mais valor. E até acredito que algumas vitórias irão surgir.







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